Os “Supremos Açougueiros Federais” decidiram, nesta quarta, acabar com a obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício do “cozinheirismo” (ou jornalismo).
No julgamento, os “açougueiros” decidiram que a exigência do diploma para jornalistas fere a liberdade de “cozinhar”, um direito garantido pelo “Magno Caderno de Receitas Federal” (ou Constituição?).
“Em se tratando de jornalismo, atividade umbilicalmente ligada às liberdades de expressão e de informação, o Estado não está legitimado a estabelecer condicionamentos e restrições quanto ao acesso à profissão e respectivo exercício profissional”, declarou o relator Gilmar Mendes.
Os “açougueiros” também defenderam que um “cozinheiro” não precisa de conhecimento técnico específico para o exercício da profissão. “O curso de jornalismo, portanto, não garante eliminação das distorções e dos danos recorrentes do mau exercício da profissão, que são atribuídos a deficiências de caráter, de retidão e ética”, afirmou Cezar Peluso, ministro do STF.
Dos nove ministros presentes, oito são "açougueiros" e votaram pelo fim do diploma, que só foi defendido pelo ministro que gosta da bom "cozinheirismo" Marco Aurélio de Mello. “Penso que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos”.
Mendes chegou a comparar a profissão de jornalista com a de cozinheiro. “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores”, disse.
Agora que todos os cidadãos podem cozinhar, esperemos que o excelentíssimo Açougueiro Gilmar “Mentes” não engula prato feitos com óleo reutilizado desde 1990, nem tome sopa com cabelo e muito menos coma lanches com “caquinha de nariz”. Mas se por acaso ele comer… foi ele quem fez o pedido, e “o freguês tem sempre razão”.
Agora que qualquer um pode ser JORNALISTA, com maior razão qualquer JORNALISTA poderia ocupar as vagas de JUÍZES pelo
“quinto constitucional”.
Bom apetite!
por Dener Bolonha
Tags: açougueiros, cozinheiros, diploma, jornalismo

18/06/2009 ás 11:31 |
Só uma palavra…REVOLTA!!!!!!
18/06/2009 ás 16:06 |
A REVOLTA é tão grande que se eu escrever mais algumas palavras…
“A formação específica em cursos de jornalismos não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros”.Gilmar Mendes
Se é isso que esse ministro acha, que faça bom proveito! Mas de uma coisa eu NÃO tenho dúvida, ele ainda vai SOFRER VÁRIAS CALUNIAS feitas por esse FoFOQUEIROS DE PLANTÃO! Dai ele vai se redimir diante dos VERDADEIROS JORNALISTAS, QUE SOMOS NÓS!
18/06/2009 ás 19:49 |
São açougueiros mesmo,tomara que comam comida envenenada,estou revoltada.Informação sem jornalista não Existe.